Veja como manter seu condomínio protegido do coronavírus!

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Após confirmados os primeiros casos de Coronavírus no Brasil, muitos dados falsos foram repassados, principalmente através de grupos de WhatsApp de condomínios. As falsas notícias têm gerado muitas dúvidas em síndicos e condôminos sobre como manter o condomínio protegido contra o Coronavírus. 

Pensando nisso, separamos algumas dicas para auxiliar você a agir de maneira correta neste momento. Veja a seguir!

Quais os riscos de contrair Coronavírus nas áreas comuns do condomínio?

Uma das recomendações do Ministério da Saúde referente às medidas preventivas contra o Coronavírus, é manter-se longe de locais com muita circulação de pessoas. Mas, afinal, quais os riscos reais de contrair o vírus nas áreas comuns do condomínio?

Exposição

De fato, assim como em qualquer outro lugar, o condomínio está exposto aos riscos de contaminação, podemos dizer inclusive, que há locais mais propensos a propagação do vírus, do que o condomínio. Afinal, há uma chance muito maior de contrair a doença andando de transporte público, do que em saguões e corredores de condomínio, em que você raramente estabelece um contato próximo e físico por um período prolongado com seus vizinhos.

Como manter o condomínio protegido do coronavírus

Mas, há uma série de recomendações que precisam ser seguidas para que não aumentem as chances de contaminação nestes espaços.

Separamos algumas dicas simples e que ajudarão você a manter o seu condomínio protegido e livre da disseminação do coronavírus. Veja a seguir!

Conscientização

Comunicação é tudo. Então, invista em comunicados nos Murais Digitais, informativos impressos nas áreas de acesso comum, no grupo de WhatsApp e no app do condomínio, reforçando alguns pontos:  

1. Evite elevadores lotados.

2. Cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar.

3. Se estiver doente, evite circular pelos corredores e áreas comuns.

4. Sempre lave as mãos com sabonete e use álcool em gel.

5. Evite cumprimentar com aperto de mãos, abraços e beijos.

Higienização

Do mesmo modo, oriente as equipes de limpeza a manterem superfícies que são tocadas com frequência sempre bem higienizadas, como: maçanetas, botões de elevadores, corrimões, playground, etc. Além disso, também é importante manter tubos de álcool gel reabastecidos nesses locais.

O que o condômino deve fazer se estiver com suspeita de coronavírus?

Caso o condômino apresente os sintomas do coronavírus, que são similares aos de uma gripe, (envolvem tosse, febre, mal-estar, dores no corpo, dor de garganta) ele deve evitar circular em corredores e áreas comuns.

Por fim, a primeira opção de ajuda é utilizar o telefone do Ministério da Saúde, 136 ou o número disponibilizado pela sua cidade. Se não conseguir acesso, a primeira porta de entrada são os postos de saúde, mas, a maioria dos casos são tratados nas residências.

Evite ir a hospitais, pois a exposição pode, inclusive, trazer mais riscos de contaminação e sobrecarregar o sistema de saúde em um momento crucial.

Quem o condômino deve comunicar?

Em contrapartida, caso a suspeita de coronavírus seja confirmada, não há, hoje, nenhum dispositivo legal que obrigue a pessoa a avisar seus vizinhos. Mas, é importante que o síndico seja comunicado, para que este possa tomar as precauções necessárias para evitar que o vírus se espalhe, pois o mesmo pode vir a sobreviver por até nove dias em superfícies diversas.

Dessa maneira, além de informar o síndico, o condômino deve seguir as recomendações dos órgãos de saúde competentes.

O que o síndico deve fazer se souber de um condômino infectado?

Em primeiro lugar, o síndico deve comunicar aos demais condôminos sobre uma pessoa doente no condomínio, sem revelar a sua identidade. Para que estes possam se prevenir.

Logo após, o síndico deve orientar as equipes de limpeza e conservação, para que utilizem todos os equipamentos de proteção, evitando o risco de contaminação. Também reforce a importância de manter as áreas comuns bem higienizadas, conforme falamos acima.

Ademais, evite realizar assembleias e reuniões no condomínio até que situação volte ao normal.

O que o síndico está assegurado por lei a fazer?

Por fim, segundo o advogado Wilker Lucio Jales (OAB/DF 38.456) com base na legislação em vigor (decretos nº 40.512, 40.520 e 40.522), o síndico pode:

a) PROIBIR a utilização das academias, pelo prazo de até 15 (quinze dias), em obediência ao inciso IV, do art. 2º, do Decreto nº 40.522, de 14 de março de 2020;

b) ORIENTAR os condôminos com reservas de espaços comuns sobre a necessidade de se reavaliar a realização do evento/reunião para o bem de todos os condôminos;

c) SUSPENDER novas reservas de espaços comuns enquanto perdurar o alerta de pandemia no País;

d) ORIENTAR sobre a necessidade de se evitar visitas, inclusive reuniões particulares, ainda que nas unidades autônomas;

e) SUSPENDER a utilização do sistema de biometria, porém com recomendações aos colaboradores para que a segurança do condomínio não seja prejudicada;

f) ORIENTAR sobre a necessidade de redução dos serviços de entrega;

Atenção às Fake News!

Informação apenas de fontes confiáveis. Inegavelmente, em situações como essa, começam a circular em redes sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp, entre outras) informações não verdadeiras. Portanto, antes de compartilhar, avalie se a fonte é confiável (sites consolidados e jornalísticos com links), na dúvida, não repasse.

Além disso, também é possível conferir se a notícia é verdadeira ou não no site do ministério da saúde: https://www.saude.gov.br/fakenews.

Você é síndico e deseja anexar em seu condomínio um comunicado com orientações básicas? Clique aqui para baixar!

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